domingo, 18 de julho de 2010

Erro encontrado no guia ortográfico distribuído pela Anajustra

Boa noite,

Gostaria de indicar um erro encontrado no guia ortográfico distribuído pela Anajustra a algum tempo atrás.

No lembrete da página 16 o seguinte texto não está de acordo com as normas adotadas em nosso país:
_______________________________________________

"As abreviaturas devem ser escritas em letras minúsculas (em maiúsculas se unidades de medidas internacionacionais) e sem espaço algum, como 534kw; sem s para indicar plural; e, no final da frase, escrevem-se por extenso, como o exemplo abaixo:

Segundo laudos periciais, Sena atingia, no momento da colisão, 300km/hora. (E não 360km/h)."
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Devemos lembrar que o Brasil adota as normas do Sistema Internacional de Unidades (SI), as quais estão acima de quaisquer regras ortográficas, como citado nas leis abaixo:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5966.htm
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/126143/decreto-lei-240-67

"Art. 16 - Nos livros, catálogos, anúncios, propaganda comercial, plantas,
faturas, editais, sinais de tráfego, envoltórios de recipientes de
mercadorias, impressos em geral é obrigatório, para exprimir quaisquer
grandezas, o uso das unidades legais de medida."

Não seria justo omitir esta parte:

"Parágrafo Único. É tolerado, no entanto, o uso de unidades não legais."

Primeiramente devemos lembrar que na realidade o que se comenta aqui são símbolos e não abreviaturas. A representação destes símbolos não é regida pelas regras da língua portuguesa (ou outra qualquer). Alguns destes símbolos nem mesmos usam letras do alfabeto latino.

Segundo o SI, os símbolos devem ser precedidos de espaço, sendo o correto "300 km / h" e não "300km/h".

Não é correto usar símbolos com medidas escritas por extenso. Ou se usa "300 km / h" ou "300 quilômetros por hora". "300km/hora" não está de acordo com as normas.

E por fim, o uso de maiúsculas ou minúsculas dependerá especificamente da unidade expressada. Por exemplo, quilômetro, segundo, quilograma são expressos com letras em minúsculas (km, s, kg). Unidades como quilowatt, volt, coulomb, kelvin etc, por serem unidades baseadas em nomes próprios, (os símbolos) são expressos em maiúsculos: kW (o "k" é escrito em minúsculo pois indica a grandeza - 1000 x 1 W), V, C, K etc. Esta regra é essencial pois só assim diferenciamos algumas unidades como por exemplo "s" (segundo - tempo) de "S" (siemens - condutância).

No entanto devemos verificar o que é tolerado e o que é oficial e preferencialmente usar o que é determinado como oficial.

O local oficial para se verificar a correta representação destes símbolos é o Bureau International des Poids et Mesures:

http://www1.bipm.org/en/si/si_brochure/

O uso incorreto dos símbolos das unidades pode ter, em casos raros, consequências trágicas, como o do vôo 254 da Varig, onde foi grafado incorretamente o valor vinte e sete graus como 270 (o "0" deveria ser grafado em sobrescrito) levando a aeronave para o lado errado, resultando em pouso forçado na selva por falta de combustível.

É interessante ver que muitos profissionais da área linguística tentam assumir as rédeas das regras da representação de unidades para a própria área.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Monografia Redução De Custos Com Redes Sem Fio

Após algumas semanas de pesquisa e trabalho e depois de diversas correções minha monografia ficou pronta. O trabalho aborda o caso do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (PB) referente ao uso de conexões de rádio para interligação das unidades à sede do TRT. O trabalho comenta sobre as tecnologias e equipamentos usados e mostra a economia e vantagens obtidas com o uso de redes sem fio.

monografia_ericson_esab_Reducao_de_custos_com_redes_sem_fio-Caso_TRT_13a_Regiao-pdf

A nota recebida pela ESAB foi 9,0. O trabalho foi inteiramente feito no BrOffice 3.1

terça-feira, 20 de abril de 2010

Supercomputadores Cray

Olá a todos. Desde que iniciei no mundo da computação de vez em quando ouvia falar dos legendários supercomputadores Cray. Lembro que uma das primeiras referências que vi foi em uma revista Micro Sistema. Comentava-se que estes supercomputadores eram usados em simulações avançadas (artefatos nucleares, clima etc). Mas sempre tive curiosidade em saber como era o hardware de uma máquina deste porte.

Pois bem, após uma breve googlada descobri duas linhagens destas máquinas:

XT4 Partition - Contém 7.832 nós de computação. Cada nó contem um AMD Opteron 1354 quad-core a 2,1 GHz e 8 GiB de RAM DDR2-800. A partição contém 31.328 núcleos de processamento, mais de 62 TiB e supera os 600 TiB de espaço em disco, resultando num desempenho de 263 teraflops / s.

XT5 Partition - Contém 224.256 núcleos de processamento. Cada um dos 18.688 nós contém dois processadores AMD Opteron hex-core mais 16 GiB de RAM, ou seja, a partição inteira possui 37.376 processadores.

Estas supermáquinas compõem o sistema primário Jaguar para ORNL Leadership Computing Facility (Instalação de Comando de Computação) - OLCF, e rodam o ambiente Cray Linux.

fonte: http://www.nccs.gov/computing-resources/jaguar/

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Servidores Web portáteis

Uma necessidade que surgiu devido a um pedido de um cliente me fez procurar uma solução de servidor Web integrado a um sistema meu. No começo procurei um componente pronto para inserir no código da aplicação. Como não achei nada que se encaixasse em minha solução, procurei por outra saída. Como está em alta a moda das versões portáteis dos softwares clássicos resolvi ver se encontrar um servidor Web portátil. De cara encontrei vários. O mais promissor (pelo menos para o meu caso) foi o Server2Go, um software baseado no WAMP que inclui Apache, MySQL e PHP. No meu caso caiu como uma luva. Vou poder criar um script para configurar remotamente meu sistema, além de ter um servidor Web completo, fácil de instalar e controlar.

Nos meus testes precisei fazer uns ajustes para o Server2Go funcionar bem.

1º. Alterações no arquivo pms_config.ini:

KeepRunningAfterBrowserClose=1
Este parâmetro vai manter o servidor online mesmo que o navegador esteja fechado.

ShowTrayIcon=1
Esta opção é interessante para visualizar se o serviço está online e oferece a opção de fechá-lo (shutdown).

StartLocal=1
Se for usar em um local que permita gravação deixe esta opção como é visto acima. Se for usar em um local como um CDROM configure com valor zero.

Port=80
O Server2Go vem configurado com a porta padrão 4001 para http. Como gosto do tradicional deixei a porta com valor comumente usado em servidores Web.

BrowserType=NONE
Utilizei esta opção para não ser aberto nenhum navegador ao iniciar o servidor. Mas você pode especificar um navegador como o Firefox, IExplorer ou outros.

MySQLPort=3306
Novamente o Server2Go vem com a configuração de porta com valor não padronizado. Como gosto dos valores tradicionais deixei-o com valor 3306.

2º. Configurando senha para o MySQL:

Outra coisa recomendável para fazer é configurar uma senha para o usuário root, pois o Server2Go vem com o MySQL sem senha. Acesse o phpMyAdmin e depois o banco mysql. Procure pela tabela user e visualize seus registros. Observe três usuários root e altere a senha para todos. Utilize a função PASSWORD para encriptar a senha.

Agora procure pelo arquivo config.default.php e localize a seguinte linha:

$cfg['Servers'][$i]['password'] = '';

Insira a senha (não criptografada) de sua escolha, salve e acesse novamente o phpMyAdmin para verificar se está tudo certo.

Pronto! Seu portable webserver está pronto e seguro para usar. Para baixar o Server2Go acesse o link: www.server2go-web.de.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ventania repentina

Estava na casa de praia de meus pais em Catuama, durante o carnaval e enquanto apreciava a praia uma ventania estranha começou a surgir. Já sou frequentador da praia a quase dez anos e nunca vi uma ventania surgir tão de repente e com tanta força. A força era tanta que o vento açoitava qualquer um na praia, jogando areia com tremenda força. Não dava para arrancar a pele, mas chegava a causar um pouco de dor e de longe não era possível abrir os olhos contra o vento. Corri e peguei a câmera para registrar enquanto a chuva, já anunciada, não vinha. O legal é que dá para comparar as fotos do evento (ocorrido em 23-fev-2009) com as de dois dias anteriores.

Olhando as fotos abaixo podemos ter idéia da força do vento, principalmente quando observamos os coqueiros.



A fotos acima foram tiradas coincidentemente quase na mesma posição, apontando para o sul, onde se vê a ilha de Itamaracá, ao fundo.
Esquerda: 21-fev-2009
Direita: 23-fev-2009



A fotos acima foram tiradas (também) coincidentemente quase na mesma posição, apontando para o norte, onde se vê a praia de Pontas de Pedra, ao fundo.
Esquerda: 21-fev-2009
Direita: 23-fev-2009

Em poucos minutos a ventania trouxe a chuva, que parecia "apredejar" a todos com gotas impulsionadas pela força do vento. O melhor lugar que encontrei para abrigar-me foi no mar, onde, por incrível que pareça, a água morna protegia-nos da fria chuva. Claro que tínhamos de olhar para o lado contrário de onde vinha a chuva ou então nossos olhos não aguentaria o açoite da chuva.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Primeiro teste com Free Pascal e Ajax

Depois de fazer uns testes com PHP e Ajax, verificando como modificar uma página na Web sem precisar executar um reload na mesma, percebi que era possível utilizar Ajax com praticamente qualquer linguagem para Web. Como já tinha feito um teste bem sucedido em Free Pascal e CGI com processamento de formulários, imaginei se não seria possível acrescentar Ajax na jogada. Se funcionar, usar Free Pascal com CGI será tão eficiente quanto PHP.
Após uma breve pesquisa no Google, montei um exemplo bem simples e para minha surpresa tudo funcionou perfeitamente bem.
A jogada é que tanto o Ajax quanto o Free Pascal com CGI conversam usando métodos como GET e POST. Com isto em vista foi só descobrir como jogar a informação do Ajax para o Free Pascal e retorná-la de volta para o Ajax. Como podem ver o código do arquivo em Free Pascal é muito simples. O arquivo teste.cgi é o arquivo teste.pp compilado. Para o teste utilizei o WAMPSERVER e joguei o arquivo teste.cgi (teste.exe renomeado para extensão CGI) na pasta CGI-BIN do Apache. Este teste servirá de base para um artigo mais completo na próxima FANZINE.PAS.